Samarco não apresenta plano de emergência e pode pagar multa de R$ 1 milhão por dia

Mineradora pediu audiência para tratar do esvaziamento da represa Consórcio Candonga / Divulgação

O Ministério Público de Gerais informou nesta sexta-feira (4) que a Samarco, mineradora responsável pela barragem que se rompeu em Mariana, na região central do Estado, não apresentou o plano emergencial no caso de ruptura das outras duas represas que compõem o complexo de Germano. A empresa está sujeita a multa de R$ 1 milhão por dia.

A mineradora pediu uma audiência para tratar do esvaziamento da Hidrelétrica Risoleta Neves, alegando dificuldade para colocar em prática as medidas exigidas pela Justiça. A Samarco confirmou apenas que colocou caminhonetes em pontos estratégicos da região, sem informar onde ou a quantidade de veículos.

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A hidrelétrica, que fica em Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata, a 100 km de Mariana, é considerada crucial para conter um possível nova enxurrada de lama.

Na decisão, a Justiça considerou que, como há risco de rompimento das barragens de Santarém e de Germano, é necessário esvaziar a usina para conter os rejeitos. A medida, que não foi tomada voluntariamente quando a barragem do Fundão estourou, poderia ter minimizado a destruição do rio Doce.   

Uma equipe do consórcio, que é controlado pela Vale e pelo Consórcio Aliança (que é uma parceria entre Vale e Cemig) analisa a decisão desde quarta-feira (2), quando recebeu a notificação.   

A Samarco, que também é ré na ação, também teria que apresentar até o fim desta semana um plano de emergência com informações atualizadas sobre possíveis cenários em caso de rompimento das barragens e das demais estruturas remanescentes (diques 2, Sela, Tulipa e Selinha).

A reportagem do R7 aguarda o posicionamento da Samarco sobre o plano de emergência e a decisão do MP.

Fonte: R7 - Gerais