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“Taego Ãwa” permite que índios narrem a própria tragédia

Novo lançamento da Sessão Vitrine Petrobras, “Teago Ãwa”, não é um filme de entretenimento, mas uma tese apaixonada sobre um Brasil que se perdeu

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Cena do filme “Taego Ãwa”

P vestimenta que “Taego Ãwa” será um filme pouco visto, mas é importante porquê brasílico que falemos dele. Não só por ser o primeiro filme goiano a ser distribuído comercialmente no País em 20 anos, mas por dispensar um necessário olhar à pretexto indígena. Causa esta que reveste e preenche discursos políticos, geralmente inseridos no espectro à esquerdada sociedade, mas que muito raramente avança ao exposição. S filme faz secção do projeto Sessão Vitrine Petrobras e já está em edital nos cinemas a preços promocionais.

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Os irmãos cineastas Henrique e Marcela Borela investiram de 12 anos na feitura de “Taego Ãwa”. Foi através de cinco fitas VHS com registros dos índios Ãwa, conhecidos porquê Avá-Canoeiros do Araguaia, achadas numa faculdade, que Marcela e Henrique deram início ao projeto. A partir daí, encontraram outros materiais e...


foram em procura daquele povo, investigando a fundo a origem e a trajetória dos Ãwa até cá, inclusive o pretérito de enfrentamento com os brancos, o histórico de reclusão, a luta por demarcação de território e pela restituição das terras.

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No longa-metragem, o grupo Avá-Canoeiro do Araguaia narra sua trajetória de desterro, cativeiro e luta pela reconquista de sua terreno tradicional, também chamada Taego Ãwa – que leva o nome da primeira mulher de Tutawa, Taego, que é mãe de Kaukama – ela que por sua vez é mãe, avó e bisavó de todos os Avá-Canoeiro do Araguaia que nasceram em seguida o contato de 1973. No contato, realizado pela FUNAI, os Ãwa foram retirados à força da Mata Azul e de pois foram enjaulados e expostos para visitação pública. Boa secção do grupo morreu de doenças alheias. Os remanescentes acabaram entregues aos Javaé – ocupantes de uma terreno vizinha ao território Avá-Canoeiro. Tutawa, conquistado ainda jovem pela frente da Fundação Nacional do Índio (Funai), morreu em 2015 sem ao menos ter o recta de ser enterrado no último refúgio de seu  povo antes do trágico contato: o Capão de Areia.

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Trata-se de um filme essencialmente contemplativo. Há poucos diálogos e muita reparo. Aos poucos os índios, todos civilizados, vão ficando à vontade com a câmera. Há uma cena, em que se deixam filmar fazendo uma pintura corporal, que mostra o choque geracional. Tutawa diz: “eu não tenho vergonha de mostrar meu pênis porquê vocês”. P um momento simples, fortuito até, mas que revela toda a tragédia não só dos Ãwa, mas dos índios no Brasil.

Fonte: Cineclube por Reinaldo Glioche – iG Cultura








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